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A construção do conhecimento

O mundo vem passando por constantes e grandes mudanças nas mais diversas áreas. A cada instante são lançadas novas ideias, novos conceitos, novas concepções e novos produtos.

Frente a isso, a busca constante por novas informações é cada vez mais intensa e necessária, porém, além das informações do dia a dia, nos ambientes de formação profissional é necessário que conceitos e fundamentos técnicos científicos, sejam tratados e constituam o conhecimento dos futuros profissionais na sua área de estudo.

Alguns estudiosos como William Glasser e Edgar Dale, buscaram compreender como nós aprendemos e de que forma isso acontece. Como resultado de um esforço de aprendizagem é necessário que aluno se aproprie do saber, que faça interação com o objeto de estudo e que o estudo seja significativo para ele.

piramide do aprendizado A construção do conhecimento

O aprender, a apropriação do saber, ocorre de várias formas, cada uma com intensidade diferente. As atividades de formação devem possibilitar aos estudantes além de escutar, de ver e de ler sobre um determinado assunto, também falar a respeito, discutir, relatar, escrever, identificar, utilizar, interpretar, explicar, resumir, generalizar. Trata-se de uma mudança de postura tanto do professor como do estudante na qual ele passa de uma postura passiva para uma postura ativa. Isso ocasiona grandes mudanças conforme pode ser observado na ilustração a seguir.

grafico do conhecimento A construção do conhecimento

Fonte: adaptado de William Glasser

Quando um estudante tem a possibilidade de discutir, de fazer, de praticar, ocorre uma maior apropriação do saber e tudo passa ter um significado diferente. Em um curso de engenharia como possibilitar que os estudantes tenham uma postura ativa e sejam protagonistas do processo? Não se trata apenas de uma mudança pontual, mas com certeza ter a disposição os meios e recursos didáticos que possibilitem além do discutir, o fazer na prática é uma das premissas básicas.

Assim nós da Owntec, acreditamos que possuir uma infraestrutura de laboratórios didáticos atualizados tecnologicamente e disponível aos estudantes é uma premissa fundamental, para uma formação profissional na qual, os estudantes possam agir de forma ativa e a construção do conhecimento seja significativa para eles.

O Brasil e a nova revolução industrial

Fábricas mais flexíveis e eficientes, que combinam velocidade, baixo custo e níveis mais elevados de qualidade para promover uma customização em massa e novos postos de trabalho altamente especializados. Assim é a nova revolução industrial, chamada de 4.0, que estabelece outros paradigmas de produção baseados na integração de sistemas digitais, mecânicos e automação.

Na Alemanha, onde o termo foi criado para representar a evolução do processo produtivo — que teve início com a mecanização, passou pela produção de massa e a introdução da eletrônica, e agora assiste à personalização de massa —, tanto o governo quanto empresas, universidades e associações da indústria se reúnem para que vários setores da economia se tornem mais produtivos, eficientes e competitivos.

A nova realidade se mostra fundamental para o desenvolvimento sustentável. Uma pesquisa com 235 empresas globais, realizada pela PricewaterhouseCoopers, mostra que os investimentos em tecnologias digitais resultaram em um ganho médio de 20% na eficiência.

Outro estudo, realizado pela Booz & Company para o Fórum Econômico Mundial de 2013, aponta que países que elevaram em 10% os investimentos em digitalização assistiram a um aumento de 0,75% do PIB e uma redução de 1% na taxa de desemprego. Além disso, de acordo com o mesmo relatório, nos últimos anos essas tecnologias já resultaram na criação de 400 mil postos de trabalho altamente qualificados na Europa e nos Estados Unidos, assim como 3,5 milhões de postos na região da Ásia-Pacífico.

No Brasil, as indústrias automotiva e aeronáutica já trabalham sob o modelo 4.0. A Siemens, por exemplo, desenvolve soluções personalizadas para esses setores, visando aumentar a produtividade e a competitividade a partir de novas tecnologias integradas a sistemas de projetos e negócios. Outros segmentos, apesar de terem máquinas automáticas, não se beneficiam de ferramentas como análise e sistemas de dados e integração de softwares administrativos.

De acordo com o Mapa Estratégico da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o grande desafio é elevar os níveis de produtividade e eficiência, atuando nos fatores-chave de competitividade, a partir de mudanças em áreas como educação, inovação, produtividade e financiamento bancário. No entanto, outros desafios incluem a necessidade de mão de obra qualificada e investimentos em tecnologia.

Um bom exemplo do tamanho do desafio é a idade média de máquinas e equipamentos no Brasil: 17 anos – contra sete nos Estados Unidos e cinco na Alemanha. A produtividade do trabalho também é considerada um sério impedimento para o avanço da indústria por aqui. De acordo com o Eurostat, braço de dados da União Europeia, o PIB gerado no Brasil é de US$ 10 por hora trabalhada, enquanto na Alemanha é de US$ 57/hora, nos Estados Unidos de US$ 67/hora e de US$ 19/hora no México.

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Linha de produção do Maserati Ghibli na Itália, com soluções Siemens

No momento em que a indústria brasileira, mais do que nunca, precisa estabelecer para si níveis de competitividade mais altos em busca de internacionalização, e o caminho não é outro senão o da tecnologia, a 15ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (Feimafe) se tornou um ponto vital para o setor. E ela foi o marco de que o segmento necessitava.

Realizada entre 18 e 23 de maio no Pavilhão de Exposições Anhembi, em São Paulo, a principal feira com foco em máquinas-ferramenta e controle de qualidade da América Latina teve como um dos astros um robô que guiava o visitante pela fábrica do futuro.

No 360°Digitalization Tour, apresentado no estante da Siemens PLM Software, unidade de negócios da Siemens Industry Automation Division e líder global em fornecimento de software e serviços de gerenciamento do ciclo de vida de produto (PLM), mesas sensíveis ao toque proporcionaram aos presentes tours que utilizam uma experiência imersiva – e, desse modo, mostraram de forma inovadora como a indústria de manufatura pode produzir com mais rapidez e flexibilidade, integrando informação e tecnologia de automação ao longo de toda a cadeia de produção.

No centro da mesa principal, um braço robótico conduzia o usuário ao longo de apresentações sobre importantes temas para a área de negócios, como o futuro da manufatura, energia sustentável e infraestrutura inteligente. Bastava tocar na tela das mesas para se aprofundar no tema, com direito a filmes e animações, entre outros dados.

Matéria por Estadão Projetos Especiais

Um novo perfil: para atuar na indústria 4.0, profissional precisa desenvolver visão multidisciplinar

company video bg 300x164 Um novo perfil: para atuar na indústria 4.0, profissional precisa desenvolver visão multidisciplinar

A união da chamada internet das coisas com a rápida automatização desenha um novo cenário dentro das fábricas de todo o mundo. A indústria 4.0, ou manufatura avançada, deve revolucionar as linhas de montagem e gerar produtos inovadores e customizados em um futuro próximo. Com robôs cada vez mais participativos no processo, mudará também o perfil do profissional que as indústrias procuram.

Uma pesquisa da consultoria Roland Berger estimou a escassez de mais de 200 milhões de trabalhadores qualificados no mundo, nos próximos 20 anos. Um dos motivos que contribuem para esse cenário é a necessidade de cada vez mais mão de obra qualificada. Técnicos deixarão de exercer funções repetitivas, como o encaixe de uma peça em um smartphone, por exemplo. Isso não significa, porém, que os funcionários serão eliminados das linhas de produção. Eles ficarão concentrados em tarefas estratégicas e no controle de projetos.

Mas qual será o impacto dessa mudança na vida dos profissionais? Para responder a essa questão, é preciso analisar o mercado alemão, onde a quarta revolução industrial está mais avançada. Estimativa do Boston Consulting Group (BCG) indica que o número de empregos deve aumentar 6% nos próximos dez anos. A demanda por funcionários no setor de engenharia mecânica deve subir ainda mais, cerca de 10%. A expectativa geral é que sejam criados 960 mil postos de trabalho, principalmente nas áreas de TI e de desenvolvimento de software.

A tendência é que o número de pessoas com alta qualificação aumente no mercado. “O papel do líder, por exemplo, passa a ser ainda mais importante. Em vez de controlar as horas de produção, ele alinhará as tarefas e fará a equipe trabalhar unida”, afirma Eduardo de Senzi Zancul, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Apesar de o Brasil ainda caminhar a passos lentos rumo à indústria 4.0, o tema já desperta muito interesse por aqui. “A manufatura avançada representa um renascimento da indústria. Os jovens em formação gostam de novidades, e as fábricas voltarão a ter um ambiente desafiador. O que vejo nos alunos é um interesse crescente em entender essa convergência entre informação, TI, eletrônica e hardware”, diz o professor Zancul.

Quem quer conquistar espaço nas fábricas do futuro deverá desenvolver novas habilidades. Será preciso, por exemplo, aprender a trabalhar lado a lado com robôs colaborativos para aumentar a produtividade. Isso gera espaço para exercer funções mais complexas e criativas. O profissional não será responsável apenas por exercer uma parte específica da linha de montagem, mas por todo o processo produtivo.

É preciso estar aberto a mudanças, ter flexibilidade para se adaptar às novas funções e se habituar a uma aprendizagem multidisciplinar contínua. “É muito importante ter uma visão ampla. E é nesse ponto que os profissionais já estão em falta”, afirma Gabriel Almeida, gerente de engenharia e logística da empresa de recrutamento Talenses.

Ter uma visão multidisciplinar não significa que o conhecimento técnico perdeu importância no currículo. Uma formação acadêmica em engenharia da computação ou mecatrônica é importante, mas não é o suficiente. “As competências aprendidas em uma graduação valem por cada vez menos tempo. Técnica você aprende, mas atitude é algo intrínseco”, diz Ivar Berntz, sócio-líder do setor automotivo da consultoria Deloitte. Gabriel Almeida, da Talenses, concorda: “É preciso se especializar em diversas frentes e conhecer um pouco de cada coisa. Tem que gostar de tecnologia, de inovação e, principalmente, ter curiosidade para aprender e acompanhar uma indústria que sempre se reinventa”.

Especialistas mapearam ainda a possibilidade de surgimento de duas novas profissões ligadas à indústria digital: a de cientista de dados industriais, responsável por análises avançadas de dados, e a de coordenador de robótica, profissional que deverá interagir com os robôs no chão de fábrica.

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